MAIO DE 2015 - FERNANDO DE NORONHA(19ª VIAGEM)

MAIO DE 2015 - FERNANDO DE NORONHA(19ª VIAGEM)

19ª Viagem com Travessia

Travessias.com

Marcos Pinheiro

Diário de bordo – Viagem com Travessia para Fernando de Noronha.

Tudo começou com uma Travessia que foi marcada, e não confirmada.
Nos decidimos ir mesmo assim!
Obrigado Professor Marcelo, que nos induziu ao "erro" de ir para Fernando de Noronha, também ao Assis, nosso mestre de Noronha pelo incentivo!

O Arquipélago de Fernando de Noronha, talvez seja o destino mais desejado do Brasil. Quando surgiu a noticia de uma Travessia por lá, logo deu aquela “coceira”, em 2013 e 2014, não podemos ir.
Esse ano quando eu anuncie no site e facebook a viagem, muitos interessados apareceram, no final nove eram os tripulantes.

Dia 1 – Quinta feira, 14 de maio de 2015

Todos embarcamos em Florianópolis, quando chegamos no aeroporto, faltou a mochila com camiseta do grupo, camisetas essas que tinham chegado em minhas mãos a 1 e 30 da manha do mesmo dia 14!!!

Primeiro voo até Campinas. A empresa que coloca nome nos aviões, nos brindou com a viagem até Recife no avião de nome, AZUL DA COR DO MAR!!!!

Em Recife embarque imediato para Noronha. Na chegada a janela do avião vira uma sequencia de imagens de quebra cabeça...

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Inicialmente parece que estamos chegando em uma ilha isolada (Isola é a palavra em Italiano para Ilha!) em algum lugar do mundo, o estranho é chegar e escutar um pacifico português com sotaque suave de Pernambucano Ilhéu!
Um, muito modesto aeroporto, que mais parece uma pequena rodoviária do interior, logo no aeroporto uma extorsiva taxa de R$ 50,00 por dia, para “manutenção da Ilha”. Uma empresa que faz o transfer gratuito para as pousadas, durante o curto trecho o motorista faz as vezes de guia oferece os passeios, com uma característica interessante, se não for feito nenhum passeio com eles, não tem o transfer de volta...
Pague para entrar e reze pra sair!!kkk
Nosso motorista, que não era nativo, estava contente porque faltava 1 ano para ele completar 10 anos em Noronha, suficiente para ele receber a residência permanente, para ele, valia mais que um premio da loteria. Com o premio da loteria ele não conseguiria morar em Noronha!!! A outra forma de receber a residência permanente é casando com nativ@s, ou chegar com vinculo de trabalho. Alguns aprendizados sobre a ilha, já foram absorvidos durante o trajeto.

- A Ilha tem 17 km quadrados. -
Tem 10 km de comprimento e 3 de largura máxima.
- Tem em torno de 5 mil habitantes.
- A BR 363, única da Ilha, tem 7 Km de extensão e é a segunda menor do Brasil ( A Menor é a BR-488, que liga Rodovia Presidente Dutra (BR-116) ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no estado de São Paulo, que tem apenas 5,9 km de extensão).

Nossa pousada ficava muito bem localizada na Vila do Trinta, bem perto da Vila dos Remédios, talvez possamos dizer, a capital da ilha. Fomos muito bem recebidos por Dona Ilza e seu simpático staff. A escolha da Pousada foi acertada, simples, mas tudo muito limpo e organizado. O primeiro reconhecimento foi o mercado a poucos passos da Pousada, os preços são bem mais altos que no restante do Brasil, todos os produtos vem de barco. Os produtos de padaria não são caros, e nossa primeira investida em uma padaria, foi certeira, tudo estava gostoso, especialmente uns pasteis de forno que estavam saindo para uma encomenda, que nos represamos para nossa mesa. Os sucos que compramos eram da empresa Lebom, frutas de terras irrigadas de Campina Grande na Paraíba, uva e maça no Sertão, uma delicia!!!
Uma caminhada de reconhecimento, ver o por do sol, no famoso Bar do Cachorro, ao som, do Joelson com o saxofone de excelente qualidade. A noite, eu Osni, Vitoria e Valdinei, fomos correr até no porto, uma longa descida, que cobra seu preço na volta...
Por sugestão da dona da pousada, fomos no bar do carioca, um "boteco", mas resolvemos dar credito. O carioca anotava os pedidos e desaparecia por vários minutos, descobrimos que ele trabalhava sozinho e na chapa só poderia ser feito uma refeição por vez. Conversando mais com o simpático carioca, de origem cearense, descobrimos que ele, pela manha ele pescava os deliciosos chicharros, peixe desconhecido por todos. Não era barato, mas era barato em Noronha, media de 30 reais por pessoa. A noite descobri uma serraria muito próximo do nosso quarto....

Dia 2 – Sexta feira, 15 de maio de 2015

Como o fuso horário de uma hora a mais, dentro do Brasil, confunde, pedimos para nos acordarem as 8h para o café, que eram 7 no horário de Brasília. As 8h em ponto, trilindou o telefone, teria sido um desperdício, perder um excelente café da manha, com bolinhos, e tapioca feita na hora. Nosso primeiro programa é um que só tem em Noronha, aqua sub, ou aqua plane. Uma pequena prancha, amarrada no barco por uma corda, os turistas usam mascara e snorkel, e são rebocados. A prancha permite com uma leve inclinação, afundar e voltar a superfície, são cinco rebocados de cada vez. O que é mais espetacular, quando estávamos lá embaixo, induzidos pela paz e tranquilidade, das profundezas, por vários momentos, esquecíamos que tínhamos que voltar a superfície para respirar. Conseguimos ajustar para a Roberta poder ir, foi muito bom, ver ela participar de uma atividade que ela nem imaginava participar porque ela não tem força nos braços. Vimos muitos peixes, tartarugas, o Osni viu até tubarão lixa. Opinião unanime, já valeu a viagem!!!

Parte do grupo, Osni, Vitória, Valdinei foram fazer um mergulho, a Fabricia faria seu batismo, nas aguas de Noronha!
Descrição do mergulho, feita pelo Osni:
“- Mergulhar em Noronha é uma experiência ímpar. A visibilidade na água em um dia ruim excede os 25 metros. Lá existem muitos dos melhores pontos de mergulho do mundo. Como o vento era de Sueste o escolhido foi Buraco do Cação ao lado da Ilha do Meio um local bem calmo e protegido do vento. Há uma vida muito diversificada ali embaixo. Foram muitos peixes de várias as espécie e cores. Tartarugas, lagostas, raias e para a nossa surpresa havia vários tubarões. Fizemos duas submersões no mesmo lugar. No final já estávamos bem mais soltos e tínhamos recuperado a nossa confiança, então pudemos aproveitar bem mais as belezas do local.”

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Outra parte do grupo, foi almoçar em um restaurante com uma bela vista para o porto, a comida muito boa, mas o preço é salgadinho, média de 80 reais por pessoa. Da pousada, são menos de 10 minutos caminhando até a Vila dos Remédios, centro da Ilha, os mergulhadores foram ver as fotosdo mergulho. A operadora tem uma mega estrutura, e as fotos são belíssimas. Aproveitei a passada na vila para jantar tapioca com carne de sol por R$ 10,00, uma janta!
Na volta pra pousada, algo me chamou atenção na TV, nem apresentadores, nem comerciais, tem sotaque, porque será?

Ahh, alguns dos viajantes, foram para o forró no Bar do Cachorro, mas por questões de privacidade, não vou citar nomes...kkk
A serraria trabalhou a noite toda!

Dia 3 - 16 de maio de 2015

Eu, a Roberta, a Fabricia e o Osvaldo, fomos experimentar otransporte publico, nosso destino era a Baia do Sueste. Um serviço, muito eficiente feito por um micro ônibus, o valor é deR$ 3,00. Eu adorei o horário!!!
Resposta de todos os moradores, a cada 30 minutos, o segredo era, olhar se tinha alguém no ponto, significava que o ônibus estavapor passar. Poucos minutos, cruzamos toda a ilha e estávamos na Baia doSudeste. Encontramos o Álvaro e a Daniela, que foram de buggy. O vento estava forte e a agua turva, mergulhamos com snorkel, mas não era o melhor dia e lugar para fazer essa atividade.
Relato do Osni, segundo mergulho:
“- Nesse dia tínhamos mais dois mergulhos outra vez. O primeirofoi ali na Ilha do Meio. Vimos basicamente os mesmos peixes. Mas encontramos uma tartaruga de pente enorme. Deveria pesar uns 500 kilos. Estava comendo e continuou fazendo isso. Nem deu bola para nós. Depois de um breve descanso descemos outra vez, agora no Canalda Rata. Fomos lá para encontrar os golfinhos que logo apareceram e passaram a seguir o nosso barco. Nos tivemos quedescer rápido, pois o mar ali estava bem agitado. Afundamos 22metros e encontramos outra vez uma fauna exuberante. Muitos tubarões que passavam por nós sem se importar com a nossa presença. Grandes Lagostas enormes nos olhavam curiosas de dentro das suas tocas. Um cardume gigante de Sargos estava docilmente embaixo de um lageado nos esperando para as fotos.”

Na volta para o hotel eu e o Osvaldo conhecemos o Cachorro, opróprio que deu o nome da Praia do Cachorro, e não é que ele usa uma coleira...

Um personagem famoso na ilha, eu tive certeza que era ele, quando uma moça se despediu dele, assim:

- Tchau au au!!!

Descrição do mergulho noturno, por Osni.
“ - Depois de um briefing para relembrar as principais orientações e combinar o roteiro, devidamente equipados e com lanternas pulamos no azul escuro do mar. Afundamos com nossas lanternas ligadas. Estávamos todos um pouco tensos. Nos reunimos lá nofundo e ficou tudo muito calmo e a tranquilidade voltou. Os bichos da noite são muito diferentes dos do dia. Os peixes miúdos sumiram. Só ficaram os grandões. Eu fui o primeiro a ver um bicho diferente: uma tamarutaca ou lagosta sapateira passou apressada com suas patinhas minúsculase foi se camuflar na vegetação. Logo em seguida encontramos um enorme tubarão lixa de uns 3 metros adormecido dentro de umacaverna. Mais a frente reencontramos aquela tartaruga enorme que já havíamos visto. Mas desta vez ela estava dormindo profundamente numa toca. De repente , acordou subiu, respirou e voltou para o mesmo local dormindo outra vez. Vimos também o belo camarão palhaço.Nessa noite estavam todos cansados, nada de Bar do Cachorro. E a serraria, a todo vapor...

Dia 4 - 17 de maio de 2015

Afinal, o que viemos fazer em Noronha?
Com a descoberta de uma canoa havaiana, acertei uma remada com o Marco, o Professor de Canoa que opera no porto de Noronha. Nosso objetivo era fazer o percurso da Travessia, do Porto até a Praia da Conceição. A matemática foi perfeita, cabiam 4 mais o leme (quem conduz acanoa), foram no remo, Osvaldo, Daniela, Vitoria e Fabricia, a Roberta foi de timoneira, sentadinha no fundo da canoa, com direitoa almofada. Eu, Osni, Valdinei e Álvaro, fomos nadando. A nadada, lembrou a Travessia em Curaçau, passamos por cima deum naufrágio, cruzar o primeiro costão (pedras na beira do mar) escutamos um barulho impressionante, inicialmente parecia um avião, ou um barco, quando chegamos mais perto, escutamos o RONCO DO LEÃO, deveria ser o maior leão do mundo!!!
Durante a mare seca, o mar sobe e pressiona o ar que sobre entre as fendas de pedra!
Vários e belos peixes podem ser vistos pelo caminho até a Praia da Conceição com suas águas transparentes.
Chegou a hora da troca, quem estava na canoa, foi para a praia e nos assumimos o posto de remador.

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O Marco, o comandante da canoa foi perfeito, deu uma bela aula, muito didático, atencioso e motivador, também muito preocupado com a segurança!!!

Pouco antes de chegar ao porto passa por nos uma TODA NUA. Nós remamos forte para alcançar, não foi dessa vez.... ...que alcançamos a escuna Toda Nua!

Com o buggy do Álvaro, voltamos até a Conceição por uma estrada de terra com grandes crateras.
Curtimos a praia, boas ondas para jacaré (descer as ondas de peito), para quem gosta, cerveja long neck por 15 reais...

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Logo voltamos à pousada e ao porto para um passeio de barco por todo o mar de dentro. Um belo fim de tarde, águas de vários tons de azul, fomos até o buraco da Raquel (não perguntamos de onde saiu esse nome), na volta paramos para um mergulho na praia que é considerada a mais bonita do Brasil, a Baia do Sancho, a praia é belíssima, mas sinceramente eu prefiro a Guarda do Embau!
A transparecia do mar é impressionante, logo que o barco ancora, mergulhamos e vimos belos peixes, que vem comer as cracas (pequenos crustáceos que grudam no fundo do barco e em pedras). A praia impressiona, porque é bem calma e do nada aparece uma ondulação e quebra uma onda que não é pequena. Mergulhando aqui e ali, achei uma máscara e dois snorkel, certamente de alguém que foi surpreendido com a onda ou deixou cair e não quis mergulhar 6 metros. Na volta ao barco, dois peixes charel branco, nos vigiavam embaixo do barco. Fechamos o ultimo passeio com chave de diamante.

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A última janta dividiu o grupo, uma parte foi no famoso Zé Maria, o restaurante chic da ilha, todos gostaram muito, media de preço, de R$120 a R$150 reais por pessoa. Outra parte foi comer pizza com massa marroquina, também adoraram, preço médio R$30 reais por pessoa. Acordei de madrugada, deve ter queimado o motor da serraria....

Dia 5 - 18 de maio de 2015

Pensei em pedir banana frita no café da manha, lembranças da casa da Vó Rita, dona Ilza leu pensamento, lá estava banana frita no café da manha!!!

Últimos ajustes para a partida, agradecemos todos da pousada pelo acolhimento e simpatia, quando estávamos saindo, dona Ilza perguntou, quem era a serraria?

A Tripulação:
Osni e Vitória, nossa oitava viagem juntos!!!
Simplesmente de 19 viagem que já fiz, eles vieram em 8!!!!

Valdinei, companheiro de natação e pescaria, já esta em sua quarta viagem.

Osvaldo, participava das primeiras Travessias, ano 2000, voltou agora como parte de nosso staff, primeira viagem.

Roberta, minha prima, a deficiência não impede de desbravar o mundo.

Fabrícia, colega de trabalho da Roberta, primeira viagem.

O casal Alvaro e Daniela, moram em Itajaí, ele nadador, primeira viagem.

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Quero agradecer aos viajantes que fizeram essa viagem ser somente alegria e compartilhamento!
Um grupo muito companheiro, todos ajudavam todos!!!

MUITO OBRIGADO E NOS VEMOS NAS PRAIAS DO MUNDO!!

Só mais uma coisa....

AU AU!!!!!!!!!!!!!!

Extras:

1– A Roberta e a Fabricia que ficaram mais um dia, alugaram um boggue, foram até na Baia do Sancho, alguém passou por elas e cumprimentou...
...au au, era o próprio cachorro com sua coleira!!!

2 – Minha encomenda chegou em minhas mãos dia 30 de maio, deve ter vindo no casco daquela tartaruga que o Osni viu em Noronha....
Da vontade de dizer o nome da empresa!!!

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