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Antes de tudo tem quatro aspectos essenciais nesta fase: o respeito
pela fase de desenvolvimento maturacional que o aluno se encontra,
o contato físico, o contato social que o aluno terá
com o professor e a segurança, pois, não basta que
o aluno esteja seguro e sim que ele se sinta seguro.
A boa adaptação ao
meio líquido dependerá principalmente da relação
criança e água, sendo resultado da maneira pela qual
a aproximaram do meio líquido e do tempo que lhe concederam
para brincar. (Trindade, 1990)
Ao entrar em uma escola de natação,
a criança se depara com um mundo novo, cheio de novidades
principalmente no aspecto afetivo, onde entrar na água (natação)
implica na separação dos pais e em novas formas de
adaptação social em razão da necessária
integração a um grupo novo.
O professor deverá compreender
que está de frente a uma psicologia complexa de crescimento
e desenvolvimento, a qual necessita de condições únicas
e especiais. Deve-se respeitar a adaptação individual
da cada criança. Ou seja, o professor deve fazer com que
a instrução acompanhe o nível de desenvolvimento
da criança, ou seja, não exigir que as crianças
aprendam habilidades específicas, antes que tenham desenvolvido
capacidades específicas de pensamento lógico que são
pré-requisitos para compreensão daquela aprendizagem
específica. (Trindade, 1990)
Durante a aprendizagem da natação,
o aluno irá encontrar problemas específicos independente
da idade, mas para todos o maior obstáculo é o da
adaptação ao meio líquido, que subdivide-se
em: adaptação psicológica e adaptação
fisiológica.
1. ADAPTAÇÃO PSICOLÓGICA:
visa familiarizar o aluno ao meio líquido de uma maneira
mais lúdica, através de jogos e brincadeiras que busquem
contato direto com a água.
2. ADAPTAÇÃO FISIOLÓGICA:
visa ambientar o aluno a partir da imersão (mergulho) do
rosto e/ou cabeça. Nesta fase, inicia a respiração
principalmente a expiração que favorece tremendamente
o acesso ao fundo. Esta fase depende muito de um bom trabalho durante
a fase de adaptação psicológica.
Segundo Velasco (1994), inicia-se
essa fase através da ambientação, onde o aluno
irá criar intimidade com a água. A medida que se sentir
seguro, ele entra na fase de adaptação polissensorial
(boca, nariz, olhos e por último os ouvidos) com bloqueio
respiratório. Depois, vem a adaptação respiratória,
onde a inspiração se dá fora da água
pela boca e a expiração dentro da água que
poderá ser feita de três maneiras: pelo nariz, pela
boca ou os pelos dois simultâneamentes.
O professor deverá induzir
situações a serem exploradas pelas crianças
afim de acompanha-las em suas descobertas orientando as vivências
que se apresentarem espontâneamente. Cabe a ele (professor)
animar, encorajar e desafiar a criança, favorecendo as descobertas,
a tomada de consciência e favorecendo desta maneira a formação
de estruturas do pensamento a apartir da ação e da
criação.
Após passar por estas fases,
o aluno estará preparado para realizar a imersão e
a flutuação (em decúbito ventral e dorsal),
com ou sem ajuda do professor, dependendo da necessidade do aluno.
Por último vem a sustentação,
onde o aluno mostra ter o domínio em relação
aos movimentos e equilíbrio do corpo na água. A sustentação
poderá ser feita na posição vertical, ventral
(horizontal) ou diagonal do corpo em relação ao nível
da água, através dos movimentos dos braços,
das pernas ou dos braços e pernas juntos.
Após a fase de sustentação
o aluno já está apto a passar para fase de propulsão
de pernas e braços, onde ele irá aprender a dar as
primeiras pernadas e braçadas do Crawl, considerado o principal
nado na natação.
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